É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do Prof. José António Piñeiro Nagy, criador e diretor do Festival Estoril Lisboa, pelo que todas as atividades previstas para 2026 (52º Festival Estoril Lisboa; 24º Concurso de Interpretação do Estoril e 62º Cursos Internacionais de Música do Estoril) serão canceladas.
Missa do “sétimo dia” na igreja da Encarnação (Lisboa), sete da tarde 19.00h na sexta-feira dia 10 de Julho, pelo Padre João Norton, e músicos que generosamente vão colaborar…
Festival estoril Lisboa
A música como património vivo
Fundado em 1976,por iniciativa do guitarrista Piñeiro Nagy, com o apoio de Fernando Lopes-Graça, João de Freitas Branco e Helena de Sá e Costa, o Festival Estoril Lisboa nasceu como extensão natural de uma vocação pedagógica e cosmopolita que já marcava a região desde os anos 60.
Ao longo de cinco décadas, afirmou-se como um dos mais consistentes laboratórios artísticos do país, apresentando mais de trezentas obras em estreia nacional, muitas delas estreias mundiais, e revelando novas gerações de compositores ao lado de nomes incontornáveis do século XX.
Mais de doze milhares de artistas, de Mstislav Rostropovich a Rudolf Nureyev, da Royal Philharmonic Orchestra à Orquestra Gulbenkian, passaram pelos seus palcos. Mas é talvez na relação íntima com o património que o festival encontra a sua singularidade: concertos em palácios, igrejas e teatros históricos, onde a música antiga dialoga com a criação contemporânea e o sinfonismo convive com o bailado.
Membro da European Festivals Association desde 1983, o festival é hoje um ponto de encontro entre tradição europeia e pensamento artístico atual, um lugar onde a música não é ornamento, mas consciência cultural.
Descubra a história, os cartazes e os momentos que marcaram o Festival.
Não há vida sem ciclos. Eles sucedem-se passando por nós sem termos a consciência de que somos parte integrante e interveniente. Ser consciente do agora e do porquê, é algo a que não damos atenção tão absorvidos pelo pequeno ciclo da vida quotidiana que nos impede de ter a plenitude da visão dos grandes ciclos.